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22 de jul. de 2016

Empatias e empregadas

Sabe qual é o problema das pessoas hoje? Falta de empatia.


Não, não é a porcaria de uma "escola sem partido" que vai salvar a educação de alguém - até porque, aos defensores dessa ideia bisonha, desafio-os a mostrar um sistema educacional apartidário e funcional em qualquer lugar do globo e que não seja envolto por um sistema político ditatorial. Pensar incomoda muita gente, correto?


Carecemos de falta de afeto, de empatia, de sensibilidade ao direito de ser do outro, de respeito às decisões alheias, de não apontar o dedo. Mas é hipocritamente melhor atribuir a educação (em todos os aspectos) à figura da escola, ao diploma, ao "mestre", ao "doutor", e esquecer que a formação mais elementar de todas vem de casa, do exemplo dos pais, do ensinamento do respeito, da dignidade como ser humano dentro de uma comunidade. É a típica hipocrisia social, do alívio e transporte da culpa de uma sociedade falida para a primeira coisa que se vem à cabeça. Vive-se dentro do entorpecimento de excessos e bipolaridades, onde só se pode ter uma única visão, e destoar dela é fraquejar seja lá com quem for.


Empatia: palavrinha simples e mágica até, servida acompanhada de respeito e abertura. De carinho, de afago, de abraço, de beijo, de um monte de coisa bonita e bacana, hoje todas largadas de canto.

Ler os depoimentos da página Eu Empregada Doméstica me engasgou. Tenho um épico exemplo de dignidade dentro de casa, e só de imaginar que alguma coisa parecida já possa ter acontecido com essa pessoa já me deixa sem ação, me faz sentir inútil. É por causa dessa pessoa que eu hoje não sou cego, que eu não tive problemas de garganta porque ela correu atrás, ela é quem não me deixou estacionar e me empurrou para frente, mesmo não tendo conseguido metade dos facilitadores que hoje eu tenho.


Empregado doméstico não é sinônimo de vergonha. Nunca foi.

Empatia, galera, empatia. 

5 de jan. de 2016

Encoraje um artista


 
 
 



19 de dez. de 2014

Cinco coisas que os (velhos) jogos de videogames me ensinaram para a vida adulta

Fato: seja numa mesa de bar, na casa de alguém ou perambulando na rua, basta alguém comentar de algum jogo antigo que uma enxurrada de opiniões começam a pipocar de todos os lados. E foi pensando nisso, já que sempre presencio este tipo de assunto, que me veio em mente de escrever como eu acho que os jogos das gerações antigas foram muito mais benéficos para mim que os atuais - sem qualquer tipo de menosprezo, claro, até porque, muita coisa de hoje eu não joguei.

1. Aprender a se virar sem instruções de qualquer tipo

Pegue a maioria dos jogos de SNES, Mega Drive, Master System ou PSX: quais deles tinham algum tipo de tutorial lhe explicando alguma coisa, qualquer coisa, desde os comandos mais básicos aos mais complexos?

Certo, certo. Há sim alguns jogos que lhe oferecem algum tipo de instrução elementar, mas na maioria das vezes, bastava colocar o jogo no videogame, esperar carregar, apertar Start e mandar ver; mesmo aqueles que tinham algum meio de ensiná-lo a jogar também não era necessariamente simples. Em poucos minutos, você já se via em meio a tiroteios frenéticos ou aventuras cabulosas e terrivelmente difíceis.

Era uma época que sem Internet, ou você conseguia ajuda com alguém que já passou por aquela parte do jogo que você está agarrado ou conseguia uma revista lhe descrevendo passo-a-passo o que fazer (os famosos detonados). Ou seja: você se virava.

E sem discussão.

O vídeo abaixo é um dos meus preferidos. É grandinho, mas mostra exatamente o ponto da coisa usando a série Mega Man como exemplo:


Quantas vezes você já zerou um jogo e descobriu só mais tarde que havia um comando ou habilidade que, se soubesse na época, facilitaria (e muito) sua jornada? Assim também não funciona rotineiramente no trabalho, no social, na família, no ato de aproveitar oportunidades que surgem do nada?

E foi assim que aprendi a levar a mecânica gamer old school para minha vida adulta: as pessoas vivem te ensinando as coisas - muitas vezes de forma errada - e você só de fato aprenderá o que e como fazer na prática, no calor do momento. Não é culpa delas (sempre), mas não necessariamente o que elas fizeram que deu certo também dará para mim. Sem muita conversinha: ou aprende e se adapta ao contexto ou fica para trás, o que nos leva ao ponto de que...

2. Tudo é uma dificuldade constante

Muitos jogos antigos não tinham sequer opção de escolher alguma dificuldade. Às vezes, no máximo, você ia nas opções do jogo e aumentava suas vidas por lá e só, o que nunca garantia necessariamente que você sequer chegaria ao final: quem jogou R-Type ou Darius, aqueles joguinhos de nave de scroll lareral sabe bem o que estou dizendo.

Darius Twin: joguinho porreta de difícil já na primeira fase

Não que os jogos atuais sejam fáceis, mas naquela época, até por limitação técnica, muitos segredos e a própria habilidade do jogador influenciavam em muito para que ele chegasse ao fim de um game. Era preciso reflexos rápidos, atenção e muita perspicácia para perceber aqueles píxels levemente de cor diferentes ali estão indicando uma parede oculta. Pegue Mega Man 1 e 2 de NES (quando ele nem carregava o tiro) ou Crash Bandicoot de PSX (para conseguir todas as gemas) por exemplo.

Contra III: como descabelar um jogador de tanta raiva

Sem save states de emulador, no máximo alguns continues. E a tela de Game Over era muito, muito frequente de se ver.

Não muito diferente, se for pensar, do meu dia a dia. Claro que eu sempre tento arrumar um jeito de fazer as coisas da forma mais simples possível, mas como quase nada depende da gente, não adianta "xingar os controles ruins": ou você se vira com aquilo que tem, ou pode desistir para que outro jogador entre no seu lugar.

É aquele caso: apesar de tudo ir contra, não vou saber como o jogo termina se não continuar, mesmo aos poucos, avançando pelas fases. E assim funciona na vida em si.

Mas a dificuldade de tudo é agravada ainda mais porque, no meu trabalho rotineiramente os...

3. Recursos são escassos

Até hoje eu tenho a mania de enquanto estar jogando alguma coisa, economizar o máximo de recursos possíveis, mão-de-vaca mesmo. Aprender a gerenciar e tomar decisões dentro de um cenário de jogo é muito importante, tanto para poder evitar um problema quanto para sanar os danos dele caso irremediavelmente ele aconteça. Pegue Sim City, com as catástrofes que acontecerão em sua cidade lindamente construída e você tem exatamente o quanto é importante se preparar para momentos de necessidade.

Não é a toa que os gamers são geralmente bem sucedidos por conta de suas habilidades dentro de um cenário empreendedor.

Quem jogou os jogos mais antigos da série Resident Evil ou Silent Hill sabe como é importante saber carregar itens certos na hora certa.


Starcraft, Warcraft, Age of Empires, Command & Conquer... Jogos de estratégia militar que também utilizam gerência de recursos e rápida ação do jogador antes que seja dominado pelo exército rival. Top Gear eu sempre pegava o carro branco porque ele consumia menos, e ainda me lembro das melhores pistas que ele não precisa parar para abastecer.

Saber gerenciar alguma coisa - talento de pessoas ou suprimentos de qualquer tipo - é imprescindível na vida de qualquer pessoa que tem fontes de recurso restritas. Em geral, meus amigos e eu não ganhamos relativamente bem para nos sustentar e depender minimamente possível de nossos pais, mas ainda assim temos que pensar duas vezes antes de gastar a mais em um determinado mês para não sobrecarregar os outros. No trabalho, no meu especificamente, normalmente as ideias que os clientes tem para criação de materiais gráficos não casam com orçamento que eles dispõem. Há quem trabalhe com muitas pessoas, que precisa ainda organizar os respectivos talentos e egos para que a equipe dê resultado. Tudo que, por fim, está ligado a atitude de...

4. Valorizar relações

Pegue os excelentes RPG's antigos: Final Fantasy (até o X de PS2), Dragon Quest, Chrono Trigger/Cross, Legend of Dragoon, Terranigma, Grandia... Se puder jogar algum deles, perceba a interação que existe entre os personagens.

Pegue meu preferido, Final Fantasy III (o VI no Japão). Veja os objetos de cada personagem, a relação de amizade e amor, a importância da família e dos amigos em momentos de crise, e você terá, mesmo dentro daqueles pixels simples, um valor pelo humano tão grande que você se sentirá falta daquilo no seu dia a dia. Quem não jogou ainda sugiro jogar e descobrir a missão de Locke, a relação de Shadow, Relm e Stragos, a decisão de Sabin em abrir mão de ser príncipe enquanto seu irmão Edgar teve que assumir o trono, a cena triste da tomada do castelo do cavaleiro Cyan...

Celes na cena da Opera House. Veja a cena completa aqui

São jogos que muito além de serem simplesmente jogos, mostrava relações crescentes do decorrer do jogo - assim como as nossas, na vida real, com as pessoas que conhecemos e depois nos tornamos amigos. Todo um curso em prol de um bem maior somente é necessário quando todos abraçam a causa, já que...

5. Quando bem feitas, ideias se tornam inspirações para outras que surgirão posteriormente

Se você acha que jogos antigos são sinônimos de coisas ultrapassadas, basta olhar essa lista aqui, aqui ou aqui e ver a quantidade de jogos da velha guarda existem nelas. Claro que listas são muito parciais, mas as coincidências

Coisas bem feitas duram. Tem valor, são respeitadas e tem seu lugar garantido dentro do seu contexto.

Nos videogames não poderia ser diferente, claro. Perceba que até hoje, mesmo com tanta evolução gráfica, boa parte dos times de programadores tem sua inspiração baseada em pérolas de dez, vinte anos atrás.

Pense rápido: você é capaz de dizer ou o nome do personagem ou do jogo que ele participa?

Selecione o texto entre as aspas para saber quem é este personagem: "Nathan Drake, da série Uncharted"

Mas certamente, mesmo que você não seja um gamer, quase saberá o nome deste aqui:

Selecione o texto entre as aspas para saber quem é este personagem: "Ryu, de Street Fighter"

Bônus: o poder da interação social

Só como adendo, ao contrário dos jogos de hoje, antigamente era necessário que dois ou mais jogadores estivem ali, ao vivo e a cores, para jogarem juntos. A zoação, diversão e a o valor disso naturalmente é uma coisa que Internet alguma pode oferecer.

Até hoje, meus amigos, minha namorada e eu nos encontramos para jogar alguma coisa - e quase sempre, acabamos por estar jogando alguma coisa antiga, mesmo com nossos poderosos consoles de última geração.

Os melhores jogos de XBOX por exemplo são aqueles que usam o Kinetic, e mesmo assim, grande parte deles só quando se tem alguém para jogar junto.

E em um mercado competitivo como hoje, saber respeitar diferenças mas também ter habilidade em interagir ao


***
Games não são simplesmente entretenimento eletrônico - não somente na essência. São poderosas formas de desenvolvimento para crianças e adolescentes e até salvam vidas (aqui, aqui ou aqui). E eu sou muito feliz por ter tido a oportunidade de pegar essa geração antiga e entender que hoje, ter muita coisa que eu tenho, foi graças aos videogames lá da minha adolescência que auxiliaram este processo.

E vamos jogar, galera!

12 de dez. de 2014

Os coxinhas que não sabem ser coxinhas

Eu já estava com um texto quase pronto sobre o PirateBay para postar, mas meu amigo que se mudou para São Paulo recentemente me mandou esse pequeno documentário que ele fez das manifestações contra o PT lá, no último dia 6.

Mas em vez de escrever qualquer coisa, deixo aqui o vídeo, que fala por si só. Menos de cinco minutinhos.

Assista atentamente:



Destaco:
  • Não temos nenhum partido de direita no Brasil, todos são de esquerda;
  • Este movimento é espontâneo e apartidário [segue imagem do Serra];
  • FHC é mais comunista que o Lula [?].
Acho que nem preciso comentar sobre, confere?

***
Apenas para facilitar a consulta sobre alguns termos:
***
Independente de qualquer coisa, friso minha posição quase que apolítica não por querer em ficar em cima da do muro, mas porque na verdade enxergo a maracutaia de partidos brasileiros que no fim, são tudo farinha do mesmo saco - que nação precisa de mais de trinta partidos políticos, minha gente?. Mas isso também fica para outro post.

E não deixem de inscrever no canal do meu bróder!

15 de out. de 2014

A Recompensa

Esses dias estava vagando no Complexo Geek e vi que os caras tinham vários quadrinhos traduzidos do Zen Pencils, uma excelente ideia de transcrever citações de grandes personalidades em histórias em quadrinhos. Em uma dessas postagens, me chamou muito a atenção o videozinho a seguir, chamado A Recompensa.

A ideia do curta é mostrar que o que importa não é a chegada, e sim o caminho que você faz e o que aprende até chegar ao seu objetivo. Como eu jogo RPG de mesa até hoje, eu tive um motivo a mais para me identificar com o vídeo, devido a sua arte e sua pegada meio fantasiosa. Vale a pena!

9 de set. de 2013

Prestem atenção em mim!



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Os trabalhos desse cara são fantásticos, quadrinhos com citações que são tapa na cara da gente que nos acomodamos com muita coisa aí e vivemos esquecendo do que realmente importa. Quem manjar de inglês pode acessar aqui o site original do cara, mas no Brasil o Outros Quadrinhos está oficialmente traduzindo o material dele. 

2 de abr. de 2013

Escreva uma história de 50 mil palavras em um mês

Parece coisa de doido não é?

Mas eu acho que vou encarar esse desafio.

A ideia é do NaNoWriMo. É simples: faça seu cadastro, e a partir daí, você tem um mês para escrever uma história. O mais interessante é que outras pessoas podem ir dando contribuições e pontos de vista legais em seu conto. Tem que ser uma narrativa, uma ficção.

É uma coisa louca, é um texto grande, mas é corajosamente legal conseguir cumprir. É um estímulo desafiador criativo e disciplinar muito grande.

Vejamos...

15 de mai. de 2012

TOP 10 livros para jornalistas

O Portal Imprensa fez em abril uma compilação dos 10 livros que todo jornalista deveria ler, baseado em opiniões de 40 profissionais das mais diversas áreas da Comunicação.

Tem muita coisa coisa interessante: romance, ficção, biografias, dentre outros estilos que com certeza agradarão em muito todo e qualquer interessado na área.

Veja abaixo a lista dos livros. Já leu algum deles ou recomenda algum outro? Comente!



5 de mai. de 2012

E se o aquecimento global fosse uma farsa?

Eu gosto muito de pegar temas polêmicos para refletir e, de acordo com a argumentação dos fatos, chegar em um consenso meu.

O professor Ricardo Augusto foi o Jô contrapor muitos pontos do que hoje estamos compelidos a aceitar sob toda informação que nos acerca sobre a sustentabilidade, aquecimento global e certas teorias científicas que hoje adotamos como certas.

Isso justamente agora próximo do Rio +20.

Como eu disse, eu prefiro as coisas que são explicadas de forma que eu, que não sou da área, possa entender, sem termos técnicos ou qualquer tipo de embromação. Não que isso signifique que o locutor esteja certo, mas mostra que pelo menos ele tem audácia de mostrar seu ponto de vista, independente do título que tenha e para qualquer tipo de público que seja interessado na discussão. Isso passa credibilidade.

Veja e tire suas próprias conclusões.

16 de abr. de 2012

Você julga um álbum pela capa?

Admita: você também já deixou de ouvir uma determinada banda ou artista porque a capa do trabalho dele era muito feia. E com certeza algum desses artistas você acabou deixando o preconceito de lado, foi lá, ouviu o trabalho e achou maravilhoso - e ficou com uma cara de idiota enorme, se sentindo um burro por ter deixado passar por conta de uma artezinha. Confere?

Tudo bem, não se sinta culpado. Isso já aconteceu comigo, várias e várias vezes. Com todos nós.

A gente acaba dando um desconto. 

Não quero comparar recursos técnicos com as décadas passadas. Hoje com com as ferramentas de edição gráfica poderosíssimas, tutoriais a rodo pela Internet e toda sorte de recursos disponíveis para download grátis, não é lá muito difícil fazer uma arte marcante.

Logicamente também tem a questão de preço: artistas profissionais são caros, ocupados e não vão ficar por conta de ficar fazendo artes e artes para qualquer um.

Muitas vezes, bandas em começo de carreira tem o problema com a criação da parte visual de seu material. Até mesmo os próprios membros da banda fazem o trabalho todo, como uma forma tanto de economizar uma grana quanto tentar eles mesmos criarem a atmosfera do trabalho em questão. Claro que mesmo assim nem sempre dá certo, mas como a intenção é a que vale...

Só eu lembrei dos desenhos animados na infância aqui?

Mas uma coisa é certa: quem admira a boa música, dentro do seu estilo preferencial, deve fechar os olhos para aquele senso crítico inicial quando está a escolher alguma coisa nova para ouvir. É difícil, mas faça o teste: se você não conhecesse os artistas abaixo, quais deles você realmente pegaria para escutar?











Tem muito mais que essas. Cliquem aqui e vejam algumas selecionadas - inclusive por categorias, de muitas outras capas ruins. Mas vale a pena clicar aqui também para conhecer os nomes de algumas das capas mais famosas da história.

Então. Pronto para rever seus conceitos, tirar aquele seu disco empoeirado com arte horrenda da estante e escutar o que de bom pode sair dele?

15 de abr. de 2012

Sinais


Eu já postei esse vídeo no Facebook e no Twitter, mas hoje eu me lembrei dele e resolvi assisti-lo e postar aqui. Vale muito a pena assistir.